contexto

Performance no descarte de efluentes

O descarte total de efluentes na categoria de águas superficiais teve um aumento, de acordo com a expectativa decorrente do início da operação da unidade de Ribas do Rio Pardo (MS) e aquisição da Suzano Packaging, de 12% em comparação com o ano anterior. Já em água do mar, a variação foi mínima entre os últimos dois anos. Todavia, o descarte específico foi reduzido de 23,1 m³/t em 2024 para 21,35 m³/t em 2025. Potenciais impactos relacionados ao descarte de efluentes são minimizados a partir do tipo de tecnologia de tratamento de efluente utilizada.


Qualidade do efluente

De modo geral, as substâncias prioritárias que suscitam preocupação são determinadas por exigências dos órgãos ambientais ou necessidades de controle inerentes à região onde o processo industrial está instalado. Divulgamos aos nossos stakeholders externos os parâmetros de análise de efluentes estabelecidos como referência na metodologia internacional sobre o setor de papel e celulose do Integrated Pollution Prevention and Control (IPPC), da Comissão Europeia (2015).

A seguir são apresentadas as performances de cada parâmetro, bem como um comparativo entre a performance da Suzano e os valores de referência do IPPC.


Performance em DBO

Em 2025, a carga de demanda biológica de oxigênio (DBO) da Suzano foi de 10.881,7 toneladas métricas, o que representou um aumento de 34% em relação à carga reportada em 2024 (8.090,7 toneladas). A aquisição da unidade de Suzano Packaging foi a principal razão do aumento, além da operação completa da unidade de Ribas do Rio Pardo (MS). Entretanto, esse fator não impactou significativamente no indicador específico, que passou de 0,7 kg/t para 0,8 kg/t, permanecendo dentro dos padrões internacionais de referência: entre 0,3 e 1,5 kg/t, estabelecidos pelo IPPC.


Performance em DQO

Em 2025, a carga de demanda química de oxigênio (DQO) da Suzano foi de 81.918,62 toneladas, o que representou um aumento de 7% em comparação com a carga reportada em 2024 (76.611,20 toneladas). O indicador específico apresentou uma redução em relação ao ciclo anterior, saindo de 6,4 kg/t em 2024 para 5,8 kg/t em 2025. O valor está abaixo da meta estabelecida nas unidades industriais (7 kg/t) e segue abaixo dos padrões internacionais de referência: entre 8 e 23 kg/t, estabelecidos pelo IPPC.


Performance em SST

Em 2025, a carga de sólidos suspensos totais (SST) da Suzano foi de 9.892,9 toneladas, o que representou uma redução de 17% em relação à carga reportada em 2024 (11.852,7 toneladas). O indicador específico reduziu em relação ao ciclo anterior, saindo 0,99 kg/t em 2024 para 0,7 kg/t em 2025. Os resultados estão na faixa de referência dos padrões internacionais estabelecidos pelo IPPC, que aponta como melhores desempenhos os resultados entre 0,6 e 1,5 kg/t.

 

Performance em AOX

Em 2025, houve um aumento de 3% na carga de compostos organo-halogenados (AOX, em inglês) em comparação com 2024, saindo de 483,9 toneladas para 496,90, de acordo com a aquisição da unidade de Suzano Packaging e a operações da unidade de Ribas do Rio Pardo. Observamos uma estabilidade no indicador específico, que se manteve em 0,04 kg/t nos últimos dois anos. O valor está muito abaixo do mínimo de referência dos padrões internacionais (até 2,5 kg/t) estabelecidos pelo IPPC e dos padrões mais restritivos (até 0,16 kg/t), como aqueles definidos na Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (Usepa, em inglês) e da meta estabelecida internamente (igual ou abaixo de 0,15 kg/t).

Ressaltamos que a Suzano não utiliza em suas operações cloro elementar para o branqueamento da celulose. As nossas operações usam tecnologia Elemental Chlorine Free (ECF), e a fábrica de Jacareí também possui tecnologia Total Chlorine Free (TCF).


Performance em fósforo

Em 2025, a carga de fósforo da companhia foi de 569,4 toneladas, representando um aumento de 46% em relação à carga reportada em 2024 (389 toneladas). Observou-se um leve aumento no indicador específico, que fechou em 0,04 kg/t. Este resultado está levemente acima da faixa de variação de referência dos padrões internacionais estabelecidos pelo IPPC, que aponta como melhores desempenhos os resultados entre 0,01 e 0,03 kg/t. 

 

Performance em nitrogênio

Em 2025, houve um aumento de 38% na carga de nitrogênio em comparação com 2024, saindo de 982,9 toneladas para 1.360,18 toneladas. Observamos uma estabilidade no indicador específico, que se manteve em 0,10 kg/t. Os resultados estão na faixa de referência dos padrões internacionais estabelecidos pelo IPPC, que aponta como melhores desempenhos os resultados entre 0,10 e 0,25 kg/t.

 

Nas tabelas abaixo estão disponíveis as seguintes informações:

  • Demanda bioquímica/biológica direta de oxigênio (DBO) em efluentes;
  • Demanda química direta de oxigênio (DQO) em efluentes;
  • Presença de sólidos suspensos totais em efluentes;
  • Presença de AOX em efluentes;
  • Presença de fósforo total em efluentes;
  • Presença de nitrogênio total em efluentes;
  • Descarte total de água por fonte.

Demanda bioquímica/biológica direta de oxigênio (DBO) em efluentes

202020212022202320242025
média média média média média média

toneladas

4.780,39

6.384,70

6.485,49

7.330,70

8.090,70

10.881,66

mg/L

18,57

25,24

25,45

37,70

27,65

31,61

kg/t

0,46

0,57

0,57

0,70

0,68

0,77

Demanda química direta de oxigênio (DQO) em efluentes

202020212022202320242025
média média média média média média

toneladas

72.609,80

74.486,64

74.315,66

69.325,10

76.611,20

81.918,62

mg/L

282,12

294,41

291,62

356,10

219,90

180,99

kg/t

6,95

6,65

6,53

6,40

6,43

5,82

Presença de sólidos suspensos totais em efluentes

202020212022202320242025
média média média média média média

toneladas

8.227,09

8.396,76

8.480,34

8.817,90

11.852,70

9.892,94

mg/L

31,97

33,19

33,28

45,30

206,20

30,12

kg/t

0,79

0,75

0,75

0,80

0,99

0,70

Presença de AOX em efluentes

202020212022202320242025
média média média média média média

toneladas

556,46

522,18

490,01

439,80

483,90

496,90

mg/L

2,16

2,06

1,92

2,30

1,40

0,89

kg/t

0,05

0,05

0,04

0,04

0,04

0,04

Presença de fósforo total em efluentes

202020212022202320242025
média média média média média média

toneladas

336,48

284,96

281,72

284,50

389,00

569,36

mg/L

1,31

1,13

1,11

1,50

3,50

2,79

kg/t

0,03

0,03

0,02

0,03

0,03

0,04

Presença de nitrogênio total em efluentes

202020212022202320242025
média média média média média média

toneladas

1.309,30

1.066,03

1.213,01

1.089,00

982,90

1.360,18

mg/L

5,09

4,21

4,76

5,60

2,90

2,49

kg/t

0,13

0,10

0,11

0,10

0,08

0,10

Descarte total de água por fonte

202020212022202320242025
TotalEm áreas de estresse hídrico⁴TotalEm áreas de estresse hídrico⁴TotalEm áreas de estresse hídrico⁴TotalEm áreas de estresse hídrico⁴TotalEm áreas de estresse hídrico⁴TotalEm áreas de estresse hídrico⁴

Águas superficiais¹

174.723.236,65

23.303.984,81

173.135.366,05

23.247.908,59

173.195.872,33

22.765.500,30

194.665.634,00

0,00

215.482.526,34

0,00

241.471.712,51

0,00

Água do mar²

51.049.305,24

0,00

56.620.327,24

0,00

58.876.216,66

0,00

58.791.347,00

0,00

59.345.886,00

0,00

58.811.246,87

0,00

Água de terceiros³

n/d

n/d

n/d

n/d

n/d

n/d

3.676,80

1.277,60

4.493,00

1.923,00

4.713,00

1.774,00

Total

225.772.541,89

23.303.984,81

229.755.693,29

23.247.908,59

232.072.088,99

22.765.500,30

253.460.657,80

1.277,60

274.832.905,34

1.923,00

300.287.672,38

1.774,00

  1. A categoria de águas superficiais abrange águas doces, ou seja, com sólidos dissolvidos totais ≤ 1.000 mg/L. Além disso, a Suzano não utiliza águas subterrâneas em suas operações.
  2. A unidade de Aracruz (ES) possui um emissário submarino e descarta efluente no mar.
  3. As unidades de Maracanaú e Cachoeiro de Itapemirim (ES) utilizam água apenas para as atividades administrativas, proveniente da concessionária de água do município. Dessa forma, em 2023 passamos a reportar a água utilizada por essas unidades nessa categoria. Nos anos anteriores, esses dados foram reportados em água superficiais.
  4. Até 2022, a cidade de Suzano (SP) foi classificada como área de estresse hídrico pelo Aqueduct Water Risk Analysis. Portanto, os valores das unidades de Suzano e Rio Verde foram enquadrados nessa categoria de 2020 a 2022. Em 2023, foi feita uma revisão, e apenas Maracanaú (CE) foi classificada como área de estresse hídrico pela mesma ferramenta.

Informações complementares

As substâncias prioritárias que suscitam preocupação são definidas no âmbito do licenciamento ambiental de cada unidade, a partir da caracterização do efluente do processo de celulose e papel e dos parâmetros condicionados nas licenças, conforme os critérios e limites estabelecidos pela legislação ambiental brasileira, com referência à Resolução CONAMA nº 430, podendo incluir restrições adicionais em função das condições do corpo hídrico receptor

Os limites de descarte são, portanto, fixados pelos órgãos ambientais no processo de licenciamento com base na CONAMA 430 e em requisitos específicos locais, e orientam a definição e a operação dos sistemas de tratamento de efluentes. Em 2025, não houve casos de não conformidade com os limites aplicáveis a essas substâncias.

Por fim, o volume de água descartada para terceiros corresponde ao efluente gerado na unidade de Maracanaú (CE). Por se tratar de uma operação de conversão de papel e bens de consumo, a unidade gera exclusivamente efluente sanitário, que é encaminhado à rede pública de coleta e tratamento antes da descarga final no corpo receptor. Não há envio desse efluente para uso por outras organizações (reuso por terceiros).